Tonico e Tinoco são orgulho para São Manuel e Pratânia
Disco de ouro, muitos prêmios e até museu em homenagem fazem parte da história de sucesso da dupla
Rádio Clube 30/05/2022 09:35h
Tonico e Tinoco são orgulho para São Manuel e Pratânia
Foto: Reprodução.
Tonico e Tinoco estão entre os maiores nomes da música brasileira. Parte da carreira dos irmãos está exposta em um museu na cidade de Pratânia. O local voltou a abrir as portas depois de dois anos fechado por causa da pandemia.
Mais pertences da dupla fazem parte do acervo do Museu Histórico e Pedagógico “Padre Manoel da Nóbrega”, em São Manuel.
Nascidos no centro-oeste paulista, a dupla começou a cantar na década de 30 e desde então já gravou mais de mil canções, além de 83 discos, chegando à marca de 50 milhões de cópias vendidas no Brasil.
O museu permite entender um pouco mais da história dos dois, como uma verdadeira volta ao passado, com a casa em que a dupla passou a infância como principal atração.
Além disso, São Manuel é outro município da região que faz parte da história da dupla, onde Tonico nasceu e tem uma praça batizada com seu nome.
O Museu da Música Tonico e Tinoco funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h, com entrada franca.
 
História
O gosto pela música veio dos avós maternos Olegário e Isabel, que alegravam a colônia com suas canções, ao som de um antigo acordeão. A primeira canção que aprenderam foi “Tristeza do Jeca”, em 1925. Em 15 de agosto de 1935, fizeram a primeira apresentação profissional. Cantaram na Festa de Aparecida de São Manuel, onde milhares de pessoas de todo o Brasil, visitam o segundo Santuário dedicado à Padroeira do Brasil. Junto com o primo Miguel, formavam o “Trio da Roça”.
Em 1931, Tonico e Tinoco moravam em Botucatu, na Fazenda Vargem Grande, de Petraca Bacci, com os pais, Salvador Pérez — um espanhol de León, chegado ao Brasil criança, em 1892, e Maria do Carmo, uma brasileira. A exemplo de outras crianças da época, os dois garotos, mal aprenderam a falar, já eram cantadores das modas de viola. Aprendiam as letras com Virgílio de Souza, violeiro das redondezas. Inclusive, foi em um baile que Tonico conheceu e apaixonou-se por Zula, filha do administrador da fazenda, Antônio Vani.
Como não havia rádio na região, o conjunto ficou famoso. Mas Tonico e Tinoco só cantavam em dupla nas horas vagas ou nas folgas do trabalho, quando a turma parava para tomar café. Cantavam as modas de viola de Jorginho do Sertão, um autor imaginário, que utilizavam para assinar suas canções, que falava da crise no país com as revoluções de 1930 e 1932.
 
 
Fonte: G1.
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