Moradores de Botucatu e Jaú estavam em Capitólio durante acidente
Até o momento, dez pessoas morreram, sendo nove delas já identificadas
Rádio Clube 10/01/2022 11:37h
Moradores de Botucatu e Jaú estavam em Capitólio durante acidente
Foto: Reprodução.
A botucatuense Graziela Mariana Regolin, de 40 anos, está com seu filho, Pedro Henrique Regolin, 14 anos, seu irmão, Wendel Augusto Regolin, 46 anos, e sua cunhada, Selma Gomes da Rocha, 45 anos, passando férias em Capitólio e foram fazer o passeio na Lago Furnas no sábado.
Porém, o que era para ser um dia especial de férias, ficará marcado para sempre por uma tragédia, com muito medo. “Foi um susto tremendo. Estávamos um pouco mais afastados no momento do acidente. No lugar é estreito, entram poucas lanchas de cada vez. Não dava para ver onde eles estavam, mas quando chegamos estava uma correria, com lanchas desesperadas voltando, muitos gritos”, relatou Graziela.
Ela contou que tiveram contato antes do ocorrido com as pessoas que estavam na lancha atingida pela rocha. “Saímos todos do mesmo barracão, brincando, temos fotos de todos”, disse Graziela, que refletiu que a lancha atingida poderia ter sido a dela com a sua família, porque não havia uma ordem para a saída e todas as embarcações estavam lado a lado no começo. “Ficamos por várias vezes lado a lado com as outras lanchas. Não tem uma ordem de posição para entrar no cânon. Quem saia primeiro do passeio anterior ia para o próximo e eles saíram primeiro e foi essa tragédia”, completou.
A botucatuense disse que não chovia no momento do acidente, mas que o tempo não estava bom. “Não chovia na hora, estava somente nublado, mas o dia todo estava chovendo e parando. Nos informaram que aqui está chovendo desde o ano novo”, disse Graziela.
Ela ainda falou um pouco sobre o acidente. “Só uma lancha foi atingida diretamente, as outras três foi indiretamente, porque chegaram a virar e as pessoas caíram na água, pois a onda foi muito forte. Infelizmente, tinham crianças na lancha que foi atingida. O piloto, que morreu, era melhor amigo do gerente do nosso hotel”, contou.
De acordo com Graziela, hoje é dia de tristeza em Capitólio. “O local é lindo, mas hoje está um deserto. Ainda estão lá, procurando os corpos”, contou a botucatuense, que retorna com sua família para Botucatu nesta segunda-feira.
Ela agradeceu as mensagens que recebeu de amigos e pediu orações pelas vítimas e seus familiares. “Quero agradecer todas as mensagens de preocupação que recebemos e dizer para todos que estamos bem. Estávamos na lagoa na hora do acidente, foi um susto para todos, ainda mais porque não conseguíamos contato com ninguém. Agora é hora de orar muito pelas famílias das pessoas que foram atingidas pela pedra”, divulgou Graziela.
 
Jauense também estava no local
Michel Leite Neves, de 31 anos, disse que estava na embarcação com quatro familiares, entre eles uma menina de 15 anos, em um passeio turístico pelos cânions.
No local, Michel explica que percebeu pequenas pedras caindo e perguntou ao condutor da lancha se aquilo era normal. O morador do interior de SP diz que não escutou pessoas pedindo para se afastarem por conta do barulho da cachoeira.
Segundo ele, o piloto havia dito que a queda das pedras era recorrente. Porém, pouco tempo depois, Michel relata que outra pedra maior se desprendeu. O piloto da lancha começou a se retirar do local, na tentativa de se afastar.
Nesse instante, Michel afirma que percebeu que o grande paredão havia se desprendido. Entre gritos e mais estilhaços de pedras em queda, a família viveu um momento de tensão. O piloto teve de acelerar para salvá-los do acidente.
“Ele virou o barco porque disse que era melhor a gente sair dali. Mas nesse momento o paredão já estava caindo. A sorte é que o motorista teve essa percepção. A lancha dele era menor e muito rápida e por isso conseguimos escapar”, comenta.
Na rápida fuga do local, a lancha em que a família estava trombou em outra. Por conta das batidas, a quantidade de água, e dos estilhaços de pedra Michel disse que tiveram ferimentos leves. A sogra precisou passar por cirurgia, já que teve uma fratura exposta no cotovelo.
Ainda segundo Michel, após o ocorrido, a família foi para o porto com o barco parcialmente destruído e recebeu os primeiros atendimentos em Furnas (MG), de onde a sogra foi transferida para Passos (MG). A família se recupera, mas a sogra ainda terá de passar por uma segunda cirurgia que deve ocorrer em Jaú (SP).
“Foi assustador. Na hora, a gente imagina que está morrendo. Não tem como descrever o sentimento, foi a pior sensação da minha vida. Estamos bem abalados, chocados. É um trauma inexplicável”, relata.
 
Fonte: Leia Notícias.
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