Sangue bom também é sangue raro
O receptor forma anticorpos contra os antígenos das hemácias transfundidas.
Rádio Clube 20/07/2021 11:23h
Sangue bom também é sangue raro
Foto: Reprodução
Um sangue com característica específica, pouco frequente na população e, em alguns casos, com um traço de característica familiar – o sangue raro é considerado uma preciosidade pelos Hemocentros do País. Isso porque alguns pacientes com leucemia, transplantados de medula óssea e algumas pessoas com anemia falciforme, por exemplo, dependem desse tipo sanguíneo para a preservação de suas vidas.
“É um sangue diferente da maioria das pessoas, o que torna este doador mais especial, pois o sangue dele é mais compatível com outros indivíduos por não apresentar os antígenos (substância que, quando introduzida no organismo, ocasiona a produção de anticorpos) mais comuns”, explica Drª. Patrícia Carvalho Garcia, responsável pelo Setor de Transfusão do Hemocentro do HCFMB.
Quando o sistema imunológico reconhece que algo estranho invadiu o corpo, ele começa a produzir anticorpos. Essa substância protetora vai defender o organismo, combatendo bactérias e vírus. Assim também acontece com o sangue transfundido, que não é totalmente compatível. O receptor forma anticorpos contra os antígenos das hemácias transfundidas.
Isso significa que, em situações que exigem transfusão sanguínea, saber o tipo de sangue é fundamental para o sucesso transfusional. Os anticorpos, quando produzidos, atacam tudo o que não deveria estar no sangue, por isso é preciso certificar que existe a compatibilidade antigênica para que as hemácias do doador, ao serem transfundidas no receptor, não sejam destruídas.
 
Fonte: Acontece Botucatu 
comentários
redes sociais Acompanhe-nos em nossas redes sociais.
whatsapp da clube (14) 99711-2555

Todos os direitos reservados © Clube Regional 2021 - [email protected] - telefone: (14) 99711-2555