Corte de verba para Santas Casas ameaça atendimento no centro-oeste
Em Ourinhos e em Jaú, dirigentes admites risco de diminuição de leitos e corte de pessoal e impacto nos atendimentos
Rádio Clube 12/01/2021 12:01h
Corte de verba para Santas Casas ameaça atendimento no centro-oeste
Foto: Reprodução
O corte de 12% no repasse de verbas para as Santas Casas do estado de São Paulo, anunciado na semana passada pelo governo do estado, acendeu o sinal de alerta para diversas unidades deste tipo no centro-oeste paulista.
Segundo administradores de unidades, em pelo menos seis cidades da região estimam uma redução superior a R$ 3,5 milhões, valor que pode impactar a qualidade dos atendimentos, especialmente em meio à crise de saúde pública provocada pela pandemia de coronavírus.
Para Celso Zanuto, presidente da Santa Casa de Ourinhos, para a unidade que já fecha com déficit que varia de R$ 900 mil a R$ 1 milhão por mês a notícia do corte acendeu o sinal de alerta e colocou em dúvida a manutenção de alguns serviços. Para a Santa Casa de Ourinhos, serão cerca de R$ 1,125 milhão a menos por ano. (Veja abaixo o corte em outras unidades)
"Certeza que teremos diminuição de atendimentos, de leitos, e de colaboradores, porque nosso déficit mensal e anual já é altíssimo. E agora ainda, com a pandemia, não sabemos como fazer pra pagar a despesa gerada pelos leitos de UTI com 100% de ocupação por tanto tempo seguido”, explicou Zanuto.
Em média, 3 mil pessoas passam todos os meses pela Santa Casa de Ourinhos, sendo pacientes locais e e outros 12 municípios da microrregião. Dependendo da especialidade essa área aumenta para 60 cidades, uma região com aproximadamente um milhão de habitantes.
Outra Santa Casa que prevê “impacto severo” na prestação de serviços realizados à população é a de Jaú, que realiza 80% dos atendimentos pelo SUS e é referência para mais 11 municípios da região.
“Esse recurso é utilizado para manutenção da UTI neonatal e também para compra de materiais e medicamentos. Com a Covid-19, eles tiveram um aumento abusivo por parte dos fornecedores. Este corte impactará severamente a prestação de serviços realizados à população”, diz a gerente administrativa da unidade, Scila Carretero.
Apesar de dizer que o corte não deve influenciar o atendimento direto aos casos de Covid-19, Scila diz que não se pode esquecer que o hospital atende pacientes com outras patologias que, segundo ela, “não deixaram de existir por conta do coronavírus”.
A Federação das Santas Casas e dos Hospitais Beneficentes de São Paulo (Fehosp) decidiu entrar na Justiça contra a decisão do governo do estado de cortar 12% das verbas dessas instituições.
 
Queda de arrecadação com o corte (valor estimado por ano):
  • Santa Casa de Marília: R$ 1,5 milhão
  • Santa Casa de Ourinhos: R$ 1.125.000
  • Santa Casa de Jaú: R$ 960 mil
  • Santa Casa de Lins: R$ 15,4 mil
  • Santa Casa de Tupã: R$ 65 mil
  • Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo: R$ 36 mil
 
Em nota, a Secretaria da Saúde afirma que o corte foi necessário como um ajuste financeiro temporário para priorizar o combate à pandemia e que no ano passado foram repassados R$ 2,5 bilhões às Santas Casas, hospitais filantrópicos e serviços que integram o SUS. Um valor 65% maior do que o que está sendo destinado ao combate à pandemia.
 
Fonte: G1.
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