As fábricas de ontem
Ao contrário de agora, no passado elas marcaram forte presença na vida do município
Jornal O Debate 12/07/2019 09:42h
As fábricas de ontem
Cana de açúcar e laranja, hoje dois importantes pilares da economia local, eram produtos que pouco ou nada representavam para as finanças do município décadas e décadas atrás. É certo que por um longo período o café reinou soberano, mas havia um outro segmento que também deu inestimável colaboração no sentido de manter São Manuel nos trilhos: as fábricas.
 
Vamos saltar para trás, por cimados últimos 120 anos. A imprensa, em 1900, relatava que a cidade fundada por Manuel Gomes deFaria, com uma população infinitamente menor que a atual, abrigava uma série de pequenas indústrias, negócios que participavam com a criação de empregos e recolhimento de impostos.
 
É claro que as plantas industriais daqueles idos fogem do retrato das linhas de produção de agora, complexas e empregadoras maciças de mão de obra. Aos olhos de hoje, eram empreendimentos pequenos e de reduzido poder de fogo; todavia, cumpriam com galhardia o papel de gerar riquezas para a comunidade. Infelizmente, nenhuma daquelas indústrias avançou no tempo, foram ficando pelo caminho à medida que os anos passavam. Continuam vivas nos registro da história do município a despeito do desconhecimento geral de que um dia elas existiram.
 
Quem já ouvir falar da Grande Fábrica de Fogos,em Aparecida? De propriedade de Rufino Rodriguesde Oliveira, aceitava encomendas “para qualquer parte, tanto para casamentos quanto para festas em sítios”. Festas, festejos e eventos em geral, na realidade, estavam na base da vivência de inúmeras indústrias daqueles idos, e um bom exemplo era dado pela fábrica de sanfonas de Domingos Zanovello, que também se apresentava como “consertador e tocador” do instrumento. E tinha as produtoras de cerveja, xaropes, licores e gasosas dos empreendedores Targa Silvestre, José Olian, Domênico Calvitti, Lellegrino&Bolognini e Ortolan&Targa.
 
 
Massas e sorvetes – São Manuel também abrigava fábricas de sorvete. O anúncio da Grande Fábrica de Venncio Pula enaltecia as qualidades de suas sobremesas geladas, garantindo que “temos todos os tipos, em maior ou menor quantidade”. O empresário ainda assegurava que mantinha um estoque especial para dar atendimento a casamentos e batizados, isso num tempo em que a refrigeração, que permite vida longa aos comestíveis, ainda engatinhava. “Os sorvetes resistem 24 horas”, jurava ele.
 
Festas remetem a presentes. E presentes naqueles anos podiam ser adquiridos na Nova Fábrica de Louças, de Onófrio Sardelli, empresa especializada na confecção de potes, moringas, tubos e qualquer outro objeto de cozinha. E por falar em cozinha, os são-manuelenses do início do século passado se fartavam, notadamente nos finais de semana – conforme o hábito dos imigrantes italianos e seus descendentes -, com as massas da Fábrica de Macarrão de Raphael Acerra. Atento às particularidades do mercado, o industrial utilizava a imprensa para projetar seus pro
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