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Saúde 13/02/2017

Parece saudável, mas não é: o que está impedindo sua dieta de ser realmente nutritiva?

Veja quais erros mais comuns do cardápio e saiba como ter uma alimentação verdadeiramente benéfica.

Nos dias atuais, alimentação saudável e qualidade de vida são questões que tem despertado cada vez mais a atenção das pessoas. Inseparáveis, esses fatores podem influenciar significativamente não apenas a longevidade, mas também na preservação da saúde e do vigor com o passar dos anos. Não é a toa que o apelo “saudável” é crescente nas prateleiras dos supermercados: a cada dia surgem novos produtos prometendo tornar o cardápio mais prático e, ao mesmo tempo mais saudável. Interessados em viver bem e viver mais, milhares de consumidores se tornam adeptos do “diet, light e fit” crendo fazer boas escolhas. Porém, até que ponto é válido optar por estes alimentos na hora de compor um cardápio saudável? Tais produtos são seguros ou escondem armadilhas por trás dos rótulos e chamadas atrativas? Veja agora o que está minando sua dieta e te impedindo de ter uma alimentação verdadeiramente rica em nutrientes.

Trocar o saudável pelo prático

Com o ritmo de vida moderno, nem sempre resta tempo para se dedicar adequadamente ao preparo das refeições. Diante disso, os alimentos prontos, snacks e congelados são, muitas vezes, alternativas práticas na hora de matar a fome ou diminuir o tempo na cozinha. Porém, o grande problema por trás de tanta praticidade é a inversão dos valores em relação à alimentação: quando a base das refeições é composta predominantemente por industrializados, a nutrição pode estar em xeque.

Fruta x Suco pronto

Para se ter uma ideia, uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde (Vigitel 2014) demonstrou que o consumo de frutas e hortaliças do brasileiro está muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde: dentre a população adulta, menos de 25% ingere a porção diária recomendada de 400 gramas. E a disponibilidade deste tipo de alimento não é o problema: somos o terceiro maior produtor de frutas do mundo. Contudo, um dos maiores motivadores para tal fenômeno seria, justamente, a busca pela praticidade: substituir a fruta por uma barrinha ou por um suco de caixinha parece uma solução tão saudável quanto, porém de uma forma muito mais conveniente.

Este hábito, erroneamente propagado, até tem suas justificativas: muitas pessoas optam pelos sucos como alternativa para o refrigerante – que já possui a devida fama de vilão da saúde. Porém, ao contrário do que muitos podem acreditar, esses produtos nem sempre representam a melhor escolha para o cardápio, podendo, até mesmo, sabotar a dieta: além de conter pouca concentração de fruta (no caso dos néctares e refrescos a taxa varia entre 10 e 30%), boa parte deles é rica em açúcar “Além da preocupação pelo consumo excessivo de açúcar que pode causar diversos males (inclusive a diabetes), também existe a questão nutricional: a pessoa poderia estar ingerindo muito mais vitaminas, sais minerais e fibras se estivesse consumindo a fruta in natura ou até mesmo fazendo um suco natural.’- explica a nutricionista Joana Carollo.

A profissional da especializada Nova Nutrii pontua que vez ou outra, o consumo pode ser tolerado para aqueles que não têm restrições maiores na dieta, porém, o problema é quando estes produtos afetam o consumo de alimentos naturais “Não só no caso do suco industrializado, também podemos citar barrinhas de frutas, certos tipos de iogurtes, sopas prontas, certos cereais matinais. Alimentos como esses, muitas vezes, criam um falso apelo saudável e fazem com que as pessoas deixem de comer alimentos verdadeiramente saudáveis, ricos em nutrientes”.

Não prestar atenção no rótulo

Outro erro bastante comum é ler apenas o rótulo do produto, sem atentar para questões fundamentais na escolha do alimento, geralmente expostas na parte de trás do produto. Boa parte das informações estampadas frente da embalagem são de apelo comercial e podem induzir a certos exageros na alimentação. A crença de que um produto é “zero gordura” ou “zero açúcar” nos deixa mais propensos a extrapolar no consumo. Porém, uma simples conferida na lista de ingredientes e na tabela nutricional poderia quebrar este conceito. Entenda por que:

Lista de ingredientes:

Você sabia a ordem dessa lista representa a predominância dos ingredientes no produto? Ou seja, a disposição dos itens vai do que está presente em maior quantidade até o que está em menor. “É fundamental atentar para isso, pois podemos analisar a qualidade e autenticidade do produto. Por exemplo: ao comprar um pão integral, esperamos que o primeiro item seja “farinha de trigo integral” e não uma “farinha de trigo enriquecida.” – explica a Joana.

Além disso, a nutricionista complementa existem outros pontos a serem observados: “Sabemos que o adequado para uma alimentação saudável é optar por alimentos mais naturais possíveis ou minimamente processados. Neste âmbito, é preciso atentar para o tamanho da lista de ingredientes, pois, em geral, quanto maior a lista, mais processado é o alimento. Ou seja, mais rico em conservantes, corantes e adoçantes.”

Porção e valores diários

Quantas vezes você não viu na embalagem que um determinado produto era livre de gordura trans? Porém, em alguns casos, se você atentar para as letras miúdas vai ver que a informação se refere a uma pequena fração do alimento e não à sua totalidade. Isso porque, os valores descritos na tabela nutricional sempre correspondem à porção estipulada pelo fabricante, que pode determiná-la conforme seu interesse. Por isso é essencial prestar muita atenção: um alimento pode, de fato, não ter quantidade significativa de determinado ingrediente na porção, mas ter em sua totalidade. Outro ponto importante a ressaltar são os valores diários de referência: eles representam a quantidade diária recomendada de cada nutriente, dentro de uma dieta padrão de um adulto saudável. “A porcentagem do sódio, por exemplo, não pode ser elevada, pois o abuso desse ingrediente está relacionado a diversos problemas de saúde.”

Atentar apenas para as calorias

Atualmente existe uma preocupação maior em relação ao consumo calórico, tanto que o número de alimentos “fit” cresce a cada dia. Porém, nem sempre esses produtos representam a melhor alternativa para uma dieta saudável: para que se encaixem em determinadas categorias, esses alimentos podem adicionar ou suprimir certos ingredientes.

Light ou diet?

É o caso dos produtos light e diet, ambos alvo de muita confusão, porém, popularmente aceitos como boas alternativas para a alimentação. Será verdade? Nem sempre: os diets, por exemplo, precisam ter ausência total de algum ingrediente – pode ser tanto o açúcar (voltado para os diabéticos), quanto sal ou outro elemento. Porém, para preservar o sabor e a durabilidade do produto, existe uma compensação com algum outro ingrediente, que pode ser gordura, mais sal ou mais adoçante. Em alguns casos, o diet pode ser, até mesmo, tão calórico quanto sua versão “normal”. Já o light, apresenta redução de, no mínimo, 25% de algum nutriente ou do número de calorias total do produto, comparado com sua versão normal. O problema é que, assim como diet, outros ingredientes são usados para compensar a falta do item suprimido. Essa manipulação faz com que esses produtos sejam carregados de químicos e, muitas vezes, deficitários em relação aos nutrientes.

Joana afirma que preciso ter em mente que questão calórica não está diretamente relacionada a quão saudável um alimento é “até mesmo porque existem alimentos zero caloria que não entregam nenhum nutriente ao corpo, ou seja, não existe benefício no seu consumo”. Conforme a nutricionista, esses produtos, também classificados como “alimentos de caloria vazia” são igualmente ricos em conservantes, corantes e adoçantes, indo na contramão de uma alimentação sadia.

Saudável de verdade

De acordo com a nutricionista, essas questões são fundamentais, pois quando nos equivocamos em relação ao que realmente é bom para o corpo, colocamos a saúde em risco. A crença de que essas escolhas são as mais adequadas podem levar, em casos mais severos, a carência nutricional. Joana explica que “uma das consequências desse problema é o declínio da imunidade, deixando o individuo mais vulnerável a doenças. Porém, dependendo da etapa da vida, a deficiência de nutrientes pode afetar o crescimento (criança e adolescentes) e qualidade de vida, especialmente em idosos“.

Os aliados

Para a profissional é fundamental apostar numa alimentação natural, rica em alimentos de verdade, preparados da forma mais saudável possível. Além disso, é preciso buscar informação a respeito do que se coloca na mesa: nem tudo que é industrializado é inimigo da dieta. “Clinicamente, suplementos alimentares podem auxiliar a recuperar o estado nutricional e ajudam a enriquecer o cardápio. São também uma alternativa para aqueles que não conseguem o aporte adequado através da alimentação, seja em virtude da vida corrida ou da dificuldade na absorção de determinados nutrientes.” Obviamente, para tal, é preciso de orientação médica adequada. Porém, a nutricionista conclui “Essas diretrizes contribuem para maior conscientização a respeito da alimentação saudável. Quando temos mais preocupação com aquilo que consumimos, estamos investindo diretamente em saúde e qualidade de vida”.

Fonte: Nova Nutrii

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