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MEIO AMBIENTE 15/01/2015

UVA (Unidade de Vigilância Ambiental) resgata Sagui

Animal estava preso no motor de um caminhão

Na manhã de ontem, quarta-feira 14, a equipe da UVA, Unidade de Vigilância Ambiental, foi acionada por moradores para socorrer um macaco da espécie Sagui que ficou preso no motor de um caminhão. O motorista notou a presença do animal quando abastecia o veículo num dos postos de gasolina da Avenida José Horácio Mellão.

Após ser resgatado, o Sagui foi encaminhado ao CEMPAS – Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres. Depois de receber os cuidados necessários o macaquinho será devolvido à natureza.

A UVA vem realizando com frequência atendimentos a animais silvestres, nesta semana, além do Sagui, a Unidade resgatou uma maritaca que ficou presa no telhado de uma casa no bairro Catâneo Angelo

O desmatamento somado ao desenvolvimento das monoculturas e o avanço das construções em áreas verdes e o aumento da malha viária são alguns dos fatores que restringem o habitat natural dos animais silvestres. Por esse motivo o aparecimento desses animais em áreas urbanas tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Esse é um fenômeno que atinge centenas de cidades no Brasil.

O SAGUI

O sagui é o macaco de menor porte existente na Natureza; é também denominado mico e integra a família Callitrichidae. O termo em português provém da língua tupi. Ele tem o rabo comprido, sua cabeça é extensa e ampla; as unhas apresentam o formato de garras, embora o polegar tenha uma configuração distinta e não se separe dos demais.  Este animal é portador de 32 dentes: oito incisivos, quatro caninos, doze pré-molares e oito molares.

São criaturas estritamente selvagens, portanto não devem ser mantidas como animais de estimação. Os maiores atingem uma média de 20 centímetros e o menor mede cerca de 11 centímetros, e é conhecido como Sagui leãozinho. Eles habitam, normalmente, as matas da América Central e do Sul. Das 35 espécies identificadas, 25 vivem em território brasileiro.

Estes animais são geralmente encontrados em grupos, abrigados em arbustos, pois são dotados de unhas aguçadas e de incomum desenvoltura, recursos que lhes permitem subir em árvores sem qualquer problema. Já o rabo, desproporcional em relação ao seu tronco, não lhes confere a habilidade de outros primatas para suspendê-los nos ramos; eles exercem somente a função de equilibrá-los.

Bichos deveras habilidosos e arteiros, eles se sustentam sobre quatro patas, pulam com incrível destreza, soltam guinchos e assobios discernidos a grandes distâncias, preservam costumes exercitados à luz do dia e têm o hábito de ir à terra somente para caçar insetos e procurar água.

Livres, eles se alimentam de insetos, répteis, mamíferos minúsculos, aves, lesmas, ovos, determinados vegetais, frutas e a goma dos arbustos. No cativeiro eles preferem bolinhas de carne produzidas com apenas 1 cm, em dias revezados.

Em liberdade eles preservam a vida por pelo menos 10 anos; na prisão eles têm uma existência mais prolongada, que pode durar até 18 anos. Aos 3 anos eles já atingem o necessário amadurecimento sexual. O acasalamento ocorre quando o par está sozinho em um habitat tranqüilo, desprovido de seres humanos. A fêmea pode se reproduzir novamente dois dias depois de dar à luz, gerando novos filhotes a cada 6 meses.

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