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Entrevista 12/12/2012

Dr. Tedesch participa do programa “Sociais”

Durante entrevista a Rádio Clube, o juiz falou sobre sua carreira e sua atuação em Botucatu

Thiago, Dr. José Antônio e Letícia

O atual juiz da 3ª vara de Botucatu, Dr. José Antônio Tedesch, após cinco anos longe de São Manuel, teve a oportunidade de participar de uma entrevista no programa “Sociais, O que tudo informa!” e contou a Letícia Castaldi e Thiago Melego um pouco sobre sua carreira, sua atuação na vizinha cidade e sobre alguns conceitos de temas da atualidade.

Natural de Itu, o “Dr. Tedesch” como é chamado, iniciou sua carreira em São Paulo. “Minha primeira designação foi para 27ª vara cível do Fórum Central João Mendes. Eu trabalhei junto com o juiz Irineu Penhado, desembargador aposentado a semana passada pelo que acompanhei no Diário Oficial.

“Tive indicação do fórum de Itu onde eu era escrevendo da região de Botucatu e vim para cá sem conhecer, não tinha vindo para essa região ainda e foi muito gratificante, tive a oportunidade de realizar um bom trabalho e acabei de fixando”explicou dr. Tedesch.

A carreira de juiz teve início em Botucatu, no ano de 1993. Posteriormente ele foi transferido para São Manuel em 1997. Aqui ele acabou se fixando e instalou a 2ª vara judicial em 14 de novembro do mesmo ano e permaneceu por 10 anos.

Logo de cara, a pedido de Letícia, o juiz falou sobre como seria possível resolver a superlotação dos presídios, uma realidade brasileira.

“A superlotação carcerária acontece por uma série de causas. O que é necessário ter em vista e já vem acontecendo na legislação penal, o legislador vem selecionando melhor os tipos de crime que podem levar ao encarceramento, dando ao juiz outras ferramentas, outras opções de penas, que chamamos de cautelares (criminais), ou seja, uma alternativa ao encarceramento”.

“Pelo ordenamento jurídico atual, não seria possível fugir do encarceramento em casos mais graves, onde há pratica de violência, ou grave ameaça contra a pessoa e reincidência”.

Nós temos que ver também o outro lado da moeda, o crime mais grave ou aquela pratica continuada de crime pelo reincidente, também coloca em risco o equilíbrio social. Então o estado também precisa de um aparato próprio para que retire esse elemento de circulação e deixe a cidade tranquila.

Outra solução para a superlotação e dessa não há como fugir, é a construção de novos presídios e a consequente abertura de novas vagas.

Penas alternativas para menores infratores – O tipo de pena, não vai ajudar ou prejudicar a ressocialização do infrator, seja ele maior ou menor de idade. A forma de cumprimento é que vai gerar esse resultado.

A pena não é um castigo e sim uma resposta que não só retribui, mas também previne o crime, pois vai mostrar aos demais membros da sociedade a sua consequência e opera no espirito do criminoso o processo de reflexão, amadurecimento.

O juiz que trabalha com a infância e a juventude precisa ser sensível à realidade de que os adolescentes praticam a infração por falta de uma estrutura familiar inadequada. É necessário saber distinguir um caso do outro.

Conciliação – De acordo com o juiz, essa é a solução mais rápida e barata para resolver os litígios.

A conciliação é possível independente do grau que o processo está, o que nós incentivamos é que as pessoas tenham a mentalidade mais voltada para isso. Até por questões históricas e culturais as pessoas tendem mais a litigarem juízo, buscando que o estado, através do juiz, se pronuncie sobre o litigio e diga qual é o direito, quem tem a razão e que juntas tentem compor o dissenso.

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