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Eleições 23/09/2012

Cybercampanhas e suas controvérsias

Os mais jovens que acham que sabem da história da cidade, mas não conhecem toda a história...

 

Matéria escrita por Gustavo Simões (MTB 64.846)

Nestes dias de campanha eleitoral para os cargos de prefeito e vereador, muita coisa é falada, quer dizer, muita coisa era só falada. Hoje, com o acesso fácil à internet e redes sociais, a campanha política seguiu outro rumo.

Pela internet acabamos sendo até obrigados a acompanhar os candidatos, já que a maioria utiliza o Facebook para fazer sua campanha, isso por ser um método liberado, gratuito e que facilita o contato com o leitor. Não sou contra, pois os candidatos têm o direito de fazer sua propaganda.

O que me irrita, e sei que há muita gente também que tem esse sentimento, são os comentários que algumas pessoas fazem, sem mesmo saber o que estão falando e nem o porque falam. Para uma pessoa tecer qualquer comentário sobre política, ou a situação de uma cidade, tem que saber o que falar para não dizer ou escrever besteiras que possam até ofender, não só os candidatos, mas principalmente as pessoas que frequentam as páginas do Facebook. Ninguém é obrigado a ler palavrões e desabafos de pessoas que não sabem se expressar sem ofensas.

Quer que respeitem a sua forma de pensar? Primeiro respeite para depois ser respeitado. Lembrem-se que, principalmente pelas páginas do Facebook, crianças também navegam.

Normalmente os mais afoitos e que exageram muito no que escrevem são aquelas pessoas que estão defendendo mais o seu próprio interesse do que o de seu candidato. Existem alguns que em cada eleição defendem um lado, pulam de galho em galho como macaco atrás de banana. Tem gente que já mudou tanto de galho que corre o risco de cair da árvore. Só nesta eleição já tentou três galhos. Se não der certo este que está agora, só resta repetir um galho. Cuidado caro leitor e eleitor, julgue você mesmo seu candidato.

E os mais jovens que acham que sabem da história da cidade, falam o que vêem hoje, mas não conhecem toda a história. Normalmente um jovem começa a perceber como é a vida entre seus 12 ou 13 anos, então nesse caso quem tem hoje entre 20 a 25 anos não sabe como a cidade era há mais de uma década. Salvo, é claro, algumas exceções. Ainda me surpreendo com a inteligência de alguns jovens, que por se preocuparem com o seu futuro, aprendem com o passado.

Agora, o que realmente considero uma grande besteira, são aquelas campanhas que alguns fazem contra o direito de votar. Hoje a maior delas é a campanha para o “voto nulo”. O que é isso, tem gente querendo que deixemos nosso maior direito político de lado?

O direito do voto não foi dado gratuitamente, foi sim conquistado, é só ver a história de nosso País. Para que hoje pudéssemos apertar alguns botões, no passado pessoas lutaram e até morreram por esse direito.

O voto nulo não passa disso: nulo. Existem algumas polêmicas sobre esse voto e por sua complexidade de entendimento, muitos utilizam o voto nulo como forma de protesto. Mas eu pergunto: Protesto do que? De quem está no poder? De quem poderá entrar no poder?

Como você pode protestar votando nulo, se com isso você está jogando o seu voto no lixo? O verdadeiro protesto é o voto válido. Analise todos os candidatos, conheça suas propostas e estude o que pode se tornar realidade e o que não passa de promessa de campanha. Veja o que os candidatos já fizeram de bom por sua cidade e quem ele tem ao seu lado. Não adianta o candidato se mostrar bomzinho se quem estiver ao seu lado não serve para ajudá-lo a administrar com responsabilidade e honestidade uma cidade.

As eleições acontecem no dia 7 de outubro, então quem estiver indeciso ou pretende votar nulo, tem um bom tempo para fazer essa análise. Proteste sim, mas exercendo o seu direito e dever cívico. Vote consciente.

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